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Detidos dois agentes falsos do SERNIC

Detidos dois agentes falsos do SERNIC

A Polícia da República de Moçambique deteve dois impostores na quarta-feira, na cidade de Tete, capital da província central com o mesmo nome, que se faziam passar por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

Os impostores, que se encontram encarcerados na 3ª Esquadra da PRM, são indiciados pelo crime de falsa identidade. Este é o segundo caso do género reportado nas últimas duas semanas naquela cidade. 

A porta-voz da PRM em Tete, Lurdes Ferreira, confirmou hoje a detenção dos suspeitos, que se faziam passar por agentes do SERNIC para extorquir cidadãos.
Ferreira, que se escusou a revelar a identidade dos malfeitores, explicou que um é antigo agente da PRM afecto à vizinha província da Zambézia e o seu comparsa é agente de uma empresa de segurança privada, na cidade de Tete.
“Tentaram extorquir dez mil meticais (cerca de 160 dólares ao câmbio corrente) a um cidadão, proprietário de uma banca, no mercado Cambindi, na zona de Matundo, aqui na cidade de Tete. Segundo a vítima, disseram que eram agentes do SERNIC, com mandato de captura para responder a um caso, mas que se colaborasse, dando os dez mil meticais, poderia estar livre”, explicou a porta-voz, em entrevista a reportagem da AIM. 
Lurdes disse que o cidadão recusou-se a entregar a soma exigida e tratou de alertar imediatamente as autoridades policiais. 
“Estão detidos, enquanto estão sendo lavrados os autos”, explicou a fonte.
“Um era membro da PRM … Não sabemos porque razões já não pertence ao Ministério do Interior. Durante as investigações, teremos mais detalhes sobre este indivíduo e o seu comparsa, que trabalhava numa empresa de segurança privada”, disse a fonte. 
Questionada sobre este novo fenómeno, a porta-voz disse que a PRM está a implementar várias iniciativas para evitar a ocorrência de situações do género. 
“A polícia está a trabalhar e, por isso, apelamos para que os cidadãos estejam atentos e exigirem a identificação de quaisquer indivíduos que se apresentarem como agentes da PRM”, disse. 
(AIM)