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Investimento na saúde/ Governo deve priorizar províncias desfavorecidas - unicef

Investimento na saúde/ Governo deve priorizar províncias desfavorecidas - unicef

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recomenda ao Governo moçambicano a prestar maior atenção de investimento no sector de saúde nas províncias mais desfavorecidas.

Para este ano, o Executivo alocou 21,1 mil milhões de meticais (um dólar equivale a 61 meticais, ao câmbio do dia) para o sector de saúde, o que representa 7,8 por cento do Orçamento do Estado (OE) avaliado em cerca de 272 mil milhões de meticais.

Um relatório lançado hoje, em Maputo, que faz um estudo da dotação orçamental entre 2008 a 2016, conclui que Moçambique gasta 79 dólares para atender a saúde de cada pessoa, comparativamente ao Bangladesh, que regista um resultado mais eficiente, gastando 58 dólares.
A gastar 47 dólares por pessoa, de acordo com o estudo, a Eritreia é o país africano mais eficiente em atender seus cidadãos.
No país, apenas 39 e 57 por cento, respectivamente, da população das províncias, setentrional de Cabo Delgado, e central da Zambézia, têm acesso a uma unidade sanitária.
Em Cabo Delgado, diz o documento, as famílias caminham cerca de 30 minutos da sua residência para encontrarem a unidade sanitária mais próxima.
Na cidade de Maputo, o acesso da população a uma unidade sanitária é de 96 por cento. Na província meridional de Inhambane, 81 por cento.
O segmento mais rico da população tem uma taxa de acesso de 84 por cento e uma taxa de utilização de 79 por cento, enquanto o segmento mais pobre possui uma taxa de 66 por cento de acessibilidade e 61 de utilização das unidades sanitárias. 
Em relação as famílias urbanas, de acordo com o estudo, 77 por cento têm acesso a uma unidade sanitária e a taxa de utilização é de 80 por cento. As famílias rurais têm uma taxa de acesso de 64 por cento e igual percentagem de utilização.
“O investimento no sector da saúde deve priorizar as províncias desfavorecidas e mais necessitadas”, diz a pesquisa.
O documento frisa que “quanto mais rico é o agregado familiar, melhor o acesso e a utilização das unidades sanitárias”.
No evento, foram lançados, em simultâneo, os relatórios orçamentais sobre Educação e Água, bem como Saneamento e Higiene.
Os documentos são o resultado de análises feitas nos instrumentos de programação estratégica e operacional do Governo, que incluem o Plano Económico e Social e o respectivo OE para 2017, estratégias sectoriais, relatórios de execução orçamental, dados estatísticos produzidos pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), bem como outros relatórios de estudos de instituições e agências independentes.
Todos os documentos, da autoria do UNICEF, foram elaborados em colaboração com os Fóruns de Monitoria do Orçamento (FMO) e das Organizações da Sociedade Civil para os Direitos da Criança (ROSC).
(AIM)