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Ministra da Saúde exige serviços de qualidade e humanizados

Quissico, 12 Mar. (AIM) – A Ministra da Saúde, Nazira Abdula, exortou hoje os funcionários do Hospital Distrital de Quissico, província meridional de Inhambane, em Moçambique, para que continuem a prestar serviços de saúde de qualidade e humanizados aos seus utentes.

A governante falava durante a cerimónia de certificação e atribuição do título de modelo à maternidade e enfermaria daquela unidade sanitária, um acto testemunhado pela Primeira-dama moçambicana, Isaura Nyusi e pelo governador daquela província, Agostinho Trinta.
A Ministra manifestou o seu orgulho com o desempenho de todos os funcionários, cujo reconhecimento foi a distinção da maternidade daquela unidade sanitária com o título de modelo.
“Venceram uma etapa, no entanto, o desafio de manter estes ganhos é ainda maior e vai exigir de todos nós muita abnegação e colaboração. Apelo e faço votos para que tenham sucessos na nova etapa de consolidação dos nossos ganhos. Continuem no trabalho de forma a manterem o atendimento com qualidade e humanismo para todos os utentes, sem excepção, em particular a mulher e criança, que procuram os nossos serviços”, disse a ministra.
Referiu que a certificação da maternidade de Quissico é o culminar de um longo processo de mudanças, sobretudo de atitudes e comportamentos, que permitiram o reconhecimento de qualidade de serviços e humanismo e atendimento.
Esta distinção é parte integrante de um processo de transformação das maternidades em centros assistenciais de qualidade e humanizados para mulheres, mães, bebés e suas famílias.
O Hospital de Quissico iniciou a implementação da iniciativa maternidade modelo em 2013 e, durante dois anos, os profissionais da saúde ofereceram um atendimento humanizado, respeitoso e de qualidade às mulheres e recém-nascidos.
Criaram e tornaram operacionais plataformas de inclusão de opiniões dos utentes e dos trabalhadores, no processo de melhoria da qualidade dos serviços.
Os funcionários do hospital, com ajuda do governo moçambicano, reabilitaram e apetrecharam estes serviços. Formaram-se os profissionais em aspectos técnicos, éticos e deontológicos para melhor servir às mulheres e bebés.
Passaram a respeitar o direito da parturiente, que passou a ter um acompanhante durante o parto, caminhar livremente na maternidade e escolher a posição mais confortável para o seu parto.
O sucesso desta iniciativa pressupõe não só a existência de uma equipa de saúde local comprometida com a prestação de serviços de saúde de qualidade e humanizados, mas também a existência de uma equipe multidisciplinar honesta e responsável, capaz de assegurar a realização de avaliações internas e, desta forma, poder identificar os erros e encontrar soluções em conjunto com a comunidade para melhorar o seu desempenho.
“Sabemos o que significa para um pai, um esposo não poder acompanhar ou estar na companhia e ver cada momento do milagre do nascimento de mais uma criança. Sabemos todos nós quanto é difícil a nós mesmos dizer que estamos errados e temos que mudar. Mas a comunidade e trabalhadores deste hospital tiveram essa coragem e inteligência e disseram vamos mudar para o melhor”, disse.
Por seu turno, Alexander Dickie, representante da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), instituição que financia a iniciativa, afirmou que o reconhecimento oficial da maternidade modelo reflecte anos de trabalho árduo e de colaboração entre a sua organização e o Ministério da Saúde (MISAU).
Reflecte também os padrões rigorosos de qualidade e cuidados baseados em evidências que devem ser prestados de forma consistente para alcançar serviços de saúde de qualidade e humanizados para os utentes.
Dickie considera que ao melhorar a qualidade e humanização do atendimento pré-natal, em unidades como o Hospital de Quissico, pode-se encorajar mais mulheres moçambicanas a darem à luz nas unidades sanitárias com apoio de profissionais formados, bem como dos membros das suas famílias.
“E como as mulheres e os seus companheiros procuram cada vez mais serviços de qualidade, em unidades como esta, sabemos que elas têm mais probabilidades de ter partos seguros e, por sua vez, dar à luz bebés saudáveis. É assim que juntos vamos reduzir a mortalidade materna e infantil, garantindo um parto seguro”, vincou.
Segundo a fonte, a melhoria do estado de saúde dos moçambicanos, com incidência na saúde da mulher e criança, é uma das prioridades da USAID, representando a maior parte dos seus investimentos em Moçambique, com cerca de 200 milhões de dólares por ano. Para o governo norte-americano, toda a assistência que presta ao país é centrada nas pessoas, em virtude de uma população forte e saudável ser o principal ingrediente na construção de um futuro próspero para Moçambique.
Dickie felicitou os trabalhadores daquela unidade sanitária pela dedicação mostrada na melhoria de saúde da população. Encorajou-os também a continuarem com a responsabilidade de inspirar outros profissionais do sector para que sigam o seu exemplo, de compromisso diário com a prestação de serviços de saúde de alta qualidade.